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[ENTREVISTA] Carole Bayer Sager fala sobre Michael Jackson em entrevista concedida sobre Elizabeth Taylor

Carole Bayer Sager fala sobre o porquê de Invincible não ter dado certo e outros detalhes sobre sua amizade com Michael Jackson em entrevista reveladora concedida sobre Elizabeth Taylor. Abaixo os trechos em que ela cita Michael:


Carole Bayer Sager – Foram duas pessoas abençoadas (Sobre Elizabeth Taylor e Michael Jackson) e eu até hoje ainda continuo chocada e entristecida e ainda em descrença sobre a morte de Michael Jackson. Ele foi um dos, se não o maior artista de todos os tempos e foi sem dúvidas o maior músico que já presenciei em estúdio. Ele era meu amigo. Ele gravou uma musica minha no seu maravilhoso álbum Off The Wall e fizemos algumas canções durante aquela época juntos.

Stevie Wonder, Carole Bayer Sager, Michael Jackson e Elizabeth Taylor
Em 1980 ele me deu uma canção sua e a produziu para mim no meu álbum e ainda cantou esta canção quase como um dueto comigo, a canção se chama "Just Friends", é uma bela canção de amizade e carinho. Passamos um bom tempo juntos entre 1999 e 2004 trabalhando em algumas músicas. O tempo em que mais ficamos juntos foi em 2002, quando ele ficou por quase dois meses comigo em minha casa e eu o vi em uma luz totalmente diferente – Como uma consolidação de um pai carinhoso. Fiquei muito honrada pela dedicação do álbum Invincible para mim. Trabalhamos duro para fazer o melhor trabalho possível em Invincible. Há uma canção que o ajudei a compor que se chama "You Are My Life" que está no álbum e foi uma das melhores coisas que já ajudei a conceber em toda a minha vida."You Are My Life" é uma das coisas mais preferidas minhas.



Mas há outras lembranças lindas de outras canções que compomos e nunca foram lançadas como uma canção chamada "You Are The One" e uma outra chamada "I Have This Dream" que o David Foster nos ajudou a escrever e a produzir. Eu acho que tudo que ele colocou a sua mão ficou muito melhor e digno, ele tinha uma visão espetacular das coisas. Me lembro quando compomos uma canção que foi lançada limitadamente há alguns anos atrás chamada "We've Had Enough" que Michael dizia que não queria falar de coisas bonitas e belas, no caso ele dizia que não queria ser fantasioso nesta canção em especial. Ele queria chocar, ele queria que quando as pessoas escutassem sentissem como se tivessem sendo massacrados psicologicamente. A canção é na verdade uma contestação por tudo que acontece de ruim conosco vez ou outra. Na verdade nós sempre questionamos o fato daquilo estar acontecendo conosco e colocamos o nome de Deus em tudo, é claro que tudo é possível se Deus permitir, mas será que tudo tem haver com Deus ou conosco mesmos? Eu desejo mesmo que uma dia "We've Had Enough" seja lançada para o grande público, que não fique perdida como outras canções preciosas que nunca chegaram a ser lançadas. Eu também espero que as outras canções que fizemos entre 1999 e 2000 também sejam lançadas, são "I Have This Dream" e "You Are The One". Eu posso dizer que trabalhar com Michael nunca me parecia uma obrigação em termos de trabalho e sim sempre foi algo muito prazeroso. A forma de se fazer musica com Michael era tão especial, porque ele sempre ouvia sua sugestão e opiniões e as acatava.


Em Invincible Michael mudou totalmente o seu jeito de trabalhar, ele estava mesmo decidido em fazer o seu álbum de maior número de singles. Nas canções da época de Invincible ele geralmente estava pegando dois compositores para criar a música. No meu caso eu trabalhei com Michael, Rodney Jerkins, BabyFace e David Foster. Por exemplo, na música "You Are My Life" a minha função era ajudar Michael a escrever e criar a melodia, já a função de BabyFace era de ajudar mais na melodia e na música em si, no caso a instrumentação. Então a mesma coisa foi o trabalho com Rodney Jerkins – Michael e Rodney fazia a parte musical (instrumentação) e eu e o Michael criávamos a melodia e escrevíamos a letra. Quando eu disse que em Invincible ele pensava em ser o seu álbum de maior número de singles foi porque ele quando me convidou para trabalhar com ele. Logo ele me falou de como ele gostaria que o álbum tivesse uma cara de uma grande coletânea de singles de sucesso. Quando ele me chamou para colaborar em seu álbum no início de 1999 ao lado dele e David Foster seria apenas 1 música que faríamos. Porém o álbum foi adiado e Michael desistiu de lançar as canções que tinham sido criadas antes e no ano de 1999. Então começamos a trabalhar em outras coisas após isto tudo. Trabalhei muito na criação ao lado dele e de Rodney Jerkins e BabyFace. Michael usou uma fórmula parecida com a que ele tinha aprendido na época da Motown pela primeira vez, que foi a junção de vários grandes compositores e escritores musicais, utilizando o melhor que cada um tinha. Como eu tinha falado antes. Éramos uma espécie de The Corporation da Motown com o intuito de criarmos os maiores hits do planeta. A junção era perfeita porque o Rodney na época tinha, eu acho que 18-19 anos, era muito jovem e sabia o que o publico queria ouvir naquele momento, eu tinha a visão da melhor música possível e o Michael do toque genial e atemporal e a melodia perfeita. Era uma ótima combinação do atual (Rodney), da velha guarda (Eu) e do atemporal e genial (Michael Jackson). É uma grande pena que Michael não utilizou as primeiras canções que fizemos, tinha um sabor ousado e diferente. Quando me perguntam sobre o quê aconteceu ao álbum Invincible eu sempre me curvo. Porém como eu não sou de dar entrevistas, eu diria que foi um álbum marcado por várias e várias disputas nos bastidores entre Michael com a sua equipe contra a Sony e sua equipe e vice-versa. Poucos sabem que Michael é dono de metade do catálogo musical da Sony, e é este fato que foi o contribuidor direto para todos os problemas de Invincible, os outros problemas relacionados são apenas meros fatos que foram ocasionados por este. Michael geralmente não falava sobre estes assuntos com ninguém, porém quando ele passou um tempo em minha casa, certo dia estávamos no meu estúdio trabalhando em uma música – Era o ano de 2002 e ele me revelou muito decepcionado que tinha abandonado o álbum Invincible e que nunca mais faria um álbum de inéditas pela gravadora Sony – E então eu fui entrando no assunto devagar e então ele foi soltando certas coisas que me deixaram muito triste e preocupada com o bem estar e a vida de Michael. Ele me revelou que desde 1995 a Sony vinha tentando de todas as formas recuperar o seu catálogo das suas mãos e que estavam realmente jogando sujo e pegando pesado contra ele. Ele me disse que tudo isto veio se agravar muito mais porque ele tinha deixado de autorizar alguns projetos que a Sony tinha entre 1998 e 1999 e que só poderiam ser feitos com a autorização dele. Eu me lembro que Michael teve vários problemas para lançar este álbum, que era para ser lançado em 1999 e terminou sendo lançado em 2001. Antes de Michael vir a minha casa ele me disse que iria trabalhar para um vídeo para a musica “Unbreakable”, isso era janeiro de 2002, ele me ligou tão empolgado, um mês depois ele me disse que a Sony tinha dado um orçamento irrisório para o vídeo desta música."Unbreakable"seria dirigido por Michael com a ajuda de Mel Gibson, mas o orçamento do vídeo era algo em torno de 10 milhões, seria um mini-filme, a Sony apenas ofereceu cerca de 300 mil dólares. Então Michael após este incidente com o vídeo de "Unbreakable" se sentiu totalmente saturado e também traído, e decidiu de vez cancelar totalmente seu envolvimento com o álbum, o que foi realmente um grande golpe para todos que fizeram parte daquele trabalho. Mas Michael tentou de tudo que ele podia para que Invincible desse certo. Ele trabalhou muito duro neste álbum, foi um álbum em que ele passou mais tempo em estúdio, foram quatro anos incansáveis em estúdio, desde 1998 a 2001. Só para se ter uma ideia foi no mês que o álbum foi lançado que gravamos “You Are My Life”, que foi nossa última composição. Praticamente de última hora Michael decidiu incluir algumas baladas a mais e retirou algumas faixas que eram ditas como certas no álbum, como uma que eu me lembro bem o nome, já que o Michael a amava chamada "Trick". Até a própria "You Are My Life" foi colocada em lugar de um dos rocks do disco. Michael pretendia lançar "Whatever Happens" como single logo após "Unbreakable" se firmasse, mas nada foi a frente. Ele até tirou fotos para o single de "Unbreakable" e "Whatever Happens".Quando ele pensou em lançar "Unbreakable" e "Whatever Happens" no inicio do ano de 2002, ele já tinha virado a página dos conflitos dele com a gravadora, porém a Sony não, a Sony iria piorar as coisas.

Michael Jackson em manifestação contra a Sony Music em 15 de Junho de 2002
Tanto ela fez nos bastidores contra Michael que ele decidiu sair em público contra a Sony, Michael tinha tantas coisas maravilhosas que ele gostaria de ter feito naquela época e ninguém o apoiou, quando eu falo ninguém é ninguém mesmo, toda a indústria musical virou as costas para Michael Jackson e ninguém tem ideia de como é esta manipulação. Ninguém tem ideia quando ninguém quer colocar algo em seu trabalho. As pessoas acham que é fácil lançar projetos, mais difícil ainda é dar continuidade sem ninguém para apoiar. Então mesmo quando eles colocaram dois singles que não eram os pretendidos para trabalhar, mesmo quando eles se recusaram a lançar um single beneficente, mesmo com tudo isto Michael virou a pagina e queria que Invincible desse certo ao seu modo. Ele trabalharia em "Unbreakable" e "Whatever Happens" e ele me disse que logo após estes dois singles ele lançaria uma balada, e estava entre "You Are My Life" e "Speechless". E seria uma grande disputa porque são duas coisas ao meu ver maravilhosas e acima de qualquer coisa musical ou no mesmo patamar de tantas coisas belas que ouvimos desde que escutamos músicas.

Créditos: Russo 27 
[ENTREVISTA] Carole Bayer Sager fala sobre Michael Jackson em entrevista concedida sobre Elizabeth Taylor Reviewed by Tiago on 10:58 AM Rating: 5

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